O craque Neymar vai a julgamento na Espanha

Em 27/07/2022

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Quase dez anos após sua transferência do Santos para o Barcelona, o jogador brasileiro Neymar será julgado por um Tribunal de Barcelona, na Espanha, em outubro por supostas irregularidades no contrato.

O julgamento, que acontecerá entre 17 e 31 de outubro, marca a etapa final de um grande imbróglio que o brasileiro enfrentou na Justiça espanhola e que causou a demissão do então presidente do Barcelona, Sandro Rossel, além do desgaste do jogador na Espanha. Em 2017, ele deixou o Barcelona e foi para o PSG, da França.

Na ação, Neymar, Rossel e o também ex-presidente do clube catalão Josep Bartomeu são acusados de crime de corrupção entre particulares. O caso foi originado por uma denúncia da DIS Esporte e Organização de Eventos LTDA, que é um fundo de investimentos privados no futebol, empresa brasileira que detinha os direitos econômicos de Neymar à época da transferência, em 2013. A DIS alega que o contrato foi fraudado para que a empresa recebesse menos pela transferência.

Oficialmente, o Barcelona informou que o valor do contrato da transferência de Neymar foi de 57, 1 milhões de euros (cerca de R$ 310 milhões). Após a denúncia da DIS, no entanto, a Justiça espanhola começou a investigar o caso e suspeita que o valor real do contrato foi de 83,3 milhões de euros (cerca de R$ 453 milhões) e que o valor tenha sido diluído em contratos paralelos para maquiar o valor real.

A defesa dos acusados nega. Rossel e Bartomeu, que o sucedeu à frente do Barcelona, também responderão por fraude fiscal no julgamento.

Segundo a agência de notícias France Presse, a ordem judicial que declarou a abertura do julgamento menciona que o ex-presidente do Santos Odilio Rodrigues Filho também deve comparecer às sessões.

DIS

O Grupo DIS foi um parceiro estratégico do presidente do Santos FC, Marcelo Teixeira. O clube posteriormente processou o fundo para anular as vendas na gestão do presidente anterior com a justificativa de subvalorização dos atletas, mas o tribunal de justiça não aceitou as alegações. O fundo pagou R$ 3,203,000 por 25% dos direitos econômicos de jovens jogadores em 2008.


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