Homem mantém família presa em casa por 17 anos na zona oeste do Rio de Janeiro

Em 31/07/2022

Tempo de leitura: 1 minuto

A Polícia Civil investiga o homem que manteve a família em cárcere privado por cerca de 17 anos em Guaratiba, na zona oeste do Rio. A mulher e os dois filhos foram encontrados pela Polícia Militar na noite da última quinta-feira (28Julho2022). Abaixo, confira tudo o que se sabe até o momento sobre o caso.

 

As vítimas

As vítimas eram a mulher do suspeito e os dois filhos — um menino de 19 anos e uma jovem de 22. A mulher mantinha um relacionamento de 20 anos com o homem apontado como responsável por manter a ela e os filhos em cárcere privado.

Estado de saúde

De imediato, os policiais chamaram uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Nesta sexta-feira (29Julho2022), a Secretaria Municipal de Saúde informou que os três pacientes apresentaram quadro de desidratação e desnutrição grave. Eles estão recebendo cuidados clínicos, além de acompanhamento dos serviços social e de saúde mental.

Condições em que as vítimas foram encontradas

As vítimas eram mantidas presas em uma casa escura, úmida, sem janelas nem banheiros. De acordo com um vizinho que denunciou o crime, a mulher e os filhos ficavam amarrados e não recebiam comida. Segundo informações dos policiais militares, os jovens foram encontrados amarrados, sujos e subnutridos.

O policial Willian Oliveira disse ter achado inicialmente que os jovens de 19 e 22 anos aprisionados pelo próprio pai eram crianças devido à aparência, provavelmente por falta de desenvolvimento adequado.

O que diz a polícia

Preso em flagrante por policiais militares na última quinta-feria (28Julho), Luiz Antonio Santos Silva é apontado como responsável por manter a família em cárcere privado. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de tortura, cárcere privado e maus-tratos. Segundo a polícia, ele não tem antecedentes criminais.

Vizinhos da família disseram que Luiz é conhecido como ‘DJ’ na região, por causa da música alta que sempre colocava para tentar abafar o barulho que era feito pela companheira e pelos filhos.

As investigações estão em andamento na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Campo Grande, também na zona oeste. Os policiais informaram que a Justiça aceitou o pedido de medidas protetivas para as vítimas.


Tags: 4° Batalhão de Polícia Militar, Campo Grande, Cárcere privado, Crimes de tortura, Deam, Delegacia de Atendimento à Mulher, Desidratação, Desnutrição, família em cárcere privado, Guaratiba, Guaratiba-RJ, Luiz Antonio Santos Silva, Luiz DJ, Maus-tratos, Medidas protetivas, Mulher cárcere privado, Mulher vitima, Notícia Cajazeiras, Notícia Campina Grande, Notícia João Pessoa, Notícia Patos, Notícia Pedras de Fogo, Notícia RJ, Notícia Sousa, PC, Polícia Civil, Polícia Militar, Rio de Janeiro, RJ, SAMU, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde do RJ, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Willian Oliveira

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *