Em 01/09/2022
O número de profissionais da saúde que se candidataram às eleições 2022 subiu 11% em relação ao último pleito geral, em 2018. Neste ano, 1.656 integrantes do segmento se lançaram às urnas (5,7% do total de candidaturas registradas na Justiça Eleitoral).
Os dados foram levantados do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir de informações preliminares da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem). De acordo com a instituição, apesar do avanço impulsionado pela pandemia de Covid-19, a representatividade da categoria nos centros de formulação de políticas públicas “ainda é baixa pelo peso que ela possui”.
“Essa é uma das áreas que mais impactam a população, tem um grau de importância imensurável. O mundo todo ainda sofre os efeitos da pandemia de Covid-19 e outros desafios estão surgindo. Isso só reforça a necessidade de mais representantes do meio no setor público, pautando os principais problemas e fortalecendo a agenda da saúde”, destaca Raul Canal, presidente da associação.
As profissões com maior número de candidaturas são empresários (3.698) e advogados (2.080). Contudo, outros segmentos apresentam maior crescimento de postulantes nas urnas este ano. Conforme apurado pelo portal O Bê-a-bá do Sertão, o número de candidatos com patente militar cresceu 39%, assim como o índice de policiais militares, que teve acréscimo de 34%.
Candidatos da Área de Saúde
Em 2018 o número de profissionais médicos eram 677, enquanto nas eleições desse ano o total passou para 702. Já os outros profissionais da saúde os números mostram o seguinte: Enfermeiros passaram de 213 para 243; Técnicos em enfermagem pulou de 130 para 169; Odontólogos foram de 97 para 140; Psicólogos 103 para 113; Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais foram de 59 para 70; Farmacêuticos de 54 para 67. Enquanto isso o único grupo de que teve uma queda foi o de Agente de Saúde e Sanitarista que em 2018 eram 88 candidatos e nesse ano caíram para 61, de acordo do o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar do avanço no patamar de candidaturas com relação à categoria, Raul Canal argumenta que os números não asseguram representação adequada nos cargos públicos.
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