Em 03/02/2023
Moraes quer celeridade em processo que julga os políticos bolsonaristas investigados Eliza, Nilvan, Wallber, Cabo Gilberto. Ex-primeira dama, Pâmela Bório também está envolvida.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de despacho encaminhado a Procuradoria Geral da República (PGR), pediu que a PRG se manifeste sobre a possibilidade de decretação de prisão e suspensão das redes sociais de agentes públicos da Paraíba.
Alexandre de Moraes – Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Os nomes foram denunciados em função de incentivar ou participar nos ataques terroristas de 8 de janeiro.
Entre os investigados estão os políticos bolsonaristas Nilvan Ferreira, Wallber Virgolino, Eliza Virgínia e Cabo Gilberto. O motivo seria a incitação aos ataques terroristas e dos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro, que segundo entendimento do Ministro, tinham como objetivo instituir o medo nos três poderes da república.
Pâmela Monique Cardoso Bório – Jornalista.
Também entra na relação a ex-primeira dama do Estado da Paraíba, Pâmela Monique Cardoso Bório, denunciada por participação ativa dos atos terroristas na capital federal.
A decisão é em despacho na Petição 10.836, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), da Paraíba.
Nilvan Ferreira do Nascimento – Radialista.
Além desta notícia-crime no STF, o PSOL já tinha apresentado uma primeira representação contra os acampamentos golpistas montados em Campina Grande e em João Pessoa após as eleições de 2022 – atualmente tramitando na Polícia Federal – e um Recurso contra a Expedição de Diploma de Wallber Virgolino e Cabo Gilberto, recentemente enviado ao TSE, onde os deputados apresentarão suas respectivas defesas.
Gilberto Gomes da Silva – Cabo Gilberto – Deputado Federal (PB).
Para Olímpio Rocha, advogado do PSOL, “a expectativa agora é de que a PGR peça o indiciamento dessas figuras públicas, e que o STF determine, no mínimo, que se abstenham de publicar qualquer nova incitação ao terrorismo, sob pena de prisão imediata”.
Eliza Virginia de Souza Fernandes – Vereadora em João Pessoa (PB).
“Abra-se vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação, no prazo de 15 (quinze) dias“, diz o despacho.
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