Em 06/03/2023
O motivo do impedimento não foi explicado pelas autoridades, mas acredita-se que possa estar relacionado com a tensão política no país.
O governo do ditador Daniel Ortega, proibiu a Igreja Católica da Nicarágua de celebrar as procissões religiosas de rua no decorrer do calendário sacro da Quaresma e da Semana Santa.
O bispo das dioceses nicaragüenses de León e Chinandega, Sócrates René Sandigo, disse que as autoridades policiais só autorizaram a realização da Via Sacra dentro ou fora do átrio das paróquias, mas não nas ruas.
O ditador nicaraguense é costumaz em adjetivar a Igreja Católica e o papa de “máfia organizada”.
Na noite de 21 de fevereiro, Ortega classificou a Igreja como “uma máfia organizada” e a acusou de ser antidemocrática por não permitir que os católicos elejam o papa, cardeais, bispos e padres por voto direto.
O ditador também acusou os líderes da Igreja Católica de cometerem “crimes no campo financeiro”.
Em 12 de fevereiro, o papa Francisco lamentou a sentença de prisão de um bispo crítico da ditadura nicaraguense, Rolando Álvarez, e encorajou os líderes no país a “procurarem sinceramente” a paz.
Álvarez, crítico do Governo de Ortega, foi condenado a 26 anos e quatro meses de prisão por crimes de “traição”.
O uso das forças policiais pelo ditador Daniel Ortega tem dificultado a vida dos cristãos na Nicarágua, levando a uma repressão entre os líderes religiosos que temem ser presos.
Os fiéis estão sendo impedidos por policiais de frequentar as igrejas, com constantes bloqueios de acesso aos templos religiosos.
Restrições de liberdade
A Igreja Católica da Nicarágua tem criticado o governo do ditador Daniel Ortega, que enfrenta protestos e críticas internacionais por restringir as liberdades civis e reprimir a oposição política.
A proibição das procissões da Páscoa é vista como uma medida de intimidação e repressão contra a igreja.
As procissões da Semana Santa são uma tradição importante na Nicarágua e envolvem milhares de fiéis.
O impedimento da polícia foi recebida com indignação e tristeza pelos católicos do país, que agora terão que celebrar a Páscoa em suas igrejas, sem a possibilidade de expressar sua fé nas ruas.
Essa medida pode ter impactos significativos nas relações entre a Igreja Católica e o governo da Nicarágua e ser vista como uma violação da liberdade religiosa e dos direitos humanos no país.
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