Uso de produtos químicos nos cabelos pode trazer riscos, alerta ministério

Em 09/03/2023

Tempo de leitura: 2 minutos

No Brasil, o uso do formol não é permitido como alisante capilar, diz Ministério da Saúde.

 

 

Episódios recentes de reações graves a pomadas modeladoras para trançar cabelos levaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a determinar o recolhimento de marcas e proibir, temporariamente, a comercialização desses produtos.

Efeitos como perda temporária da visão, forte ardência nos olhos, lacrimejamento intenso, coceira, vermelhidão, inchaço ocular e dor de cabeça foram relatados por usuários.

De acordo com a agência, produtos adquiridos anteriormente e existentes nas residências ou em salões de beleza não devem ser utilizados neste momento. As causas das reações relatadas ainda estão sendo investigadas.

Diante do caso, o Ministério da Saúde reforçou que consumidores fiquem atentos às recomendações de uso nos rótulos das pomadas e que verifiquem se o produto tem o aval da Anvisa para ser comercializado. Saiba como consultar um produto de higiene pessoal, perfume ou cosmético abaixo.

A consulta sobre a regularização de produtos de higiene pessoal, perfumes ou cosméticos pode ser realizada de várias formas.

A forma mais simples e rápida é a consulta direta aos links do portal da Anvisa, conforme procedimento abaixo.

A consulta vai depender do tipo de regularização: produtos registrados ou produtos isentos de registro.

Para produtos registrados, a consulta pode ser feita aqui. A consulta pode ser feita utilizando-se dados que são obrigatórios na rotulagem do produto, como: nome do produto, número do processo de regularização do produto ou número do CNPJ da empresa titular do produto.

Os dados sobre o número do registro e o período de vencimento do registro também podem ser utilizados na consulta.

A consulta pode ser realizada para bronzeadores, protetores solares, repelentes de inseto, alisantes capilares, onduladores capilares e géis antissépticos para as mãos que são de registro obrigatório.

Já para produtos isentos de registro, a consulta pode ser feita neste link.

Riscos do formol

Além das pomadas, o ministério destaca a importância do cuidado com o uso de outros produtos químicos. No Brasil, o uso do formol, por exemplo, não é permitido como alisante capilar.

O produto pode causar danos à córnea, queimaduras graves no couro cabeludo, quebra dos fios e queda dos cabelos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o formol é considerado uma substância cancerígena para humanos.

Comerciantes ou barbeiros e cabeleireiros que adicionarem formol a produtos de alisamento capilar cometem infração sanitária, além de se tratar de um crime hediondo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), quanto maior a concentração e a frequência da aplicação indevida do formol, maior o risco, tanto para os profissionais que aplicam o produto, como para os usuários.

Os principais efeitos à saúde envolvem irritação nos olhos, no sistema gastrointestinal ou nas vias respiratórias.

O Inca também alerta para efeitos crônicos como asma, espasmos, tosse, chiado e edema pulmonar.

 


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