Pesquisa aponta que 58% dos brasileiros não tem dinheiro para passar o mês

Em 02/04/2023

Tempo de leitura: 4 minutos

Para 84% dos trabalhadores, custeio de emergências acima R$ 10 mil são improváveis, mostra pesquisa.

 

Atravessar o mês sem perrengues financeiros é uma dificuldade para mais da metade dos brasileiros (58%), de acordo com um levantamento apresentado pela Zetra, empresa com sistema que busca promover o bem-estar financeiro aos consumidores.

Segundo o estudo realizado com 800 trabalhadores, 84% afirmam não ter recursos para arcar com uma emergência financeira que superar os R$ 10 mil.

A educadora financeira da Zetra, Andreza Stanoski, avalia que o cenário estimula a contratação de empréstimos.

Uma opção é o crédito consignado, tipo de empréstimo em que a prestação é descontada da folha de pagamento.

A modalidade, exatamente por ser desconto direto, é uma das operações com os menores juros de mercado. Ainda que os juros sejam mais baixos, Andreza alerta para os riscos que envolvem a linha de crédito.

A contratação do crédito consignado precisa ser feita com responsabilidade. Planejar e priorizar os gastos é muito importante. Então, ao receber o valor, é preciso saber que ele tem destino certo e juros menores. Assim, as contas poderão ser reestabelecidas prontamente”, orienta a educadora financeira.

Andreza ressalta que o modelo é uma excelente opção em caso de necessidades, principalmente para fugir de linha de crédito com taxas de juros maiores, como o cartão de crédito e o cheque especial.

É interessante ainda ao começar um negócio ou fazer reforma na sua casa. Assim, não faltará nenhum dos materiais necessários”, avalia.

Por outro lado, o crédito consignado não é interessante, por exemplo, quando o dinheiro for destinado a um terceiro, como empréstimo ou para as compras do dia a dia. “Nesse caso, é melhor você rever o orçamento e cortar gastos desnecessários”, avalia Andreza.

A educadora alerta ainda que a modalidade não é eficaz em aplicações. “Os juros desse empréstimo, mesmo sendo baixos, não superam os rendimentos de investimentos conservadores“.

Educação financeira

A educação financeira é um conjunto de práticas que ajudam você a construir um planejamento financeiro do seu dinheiro, para dominá-lo e ter mais consciência de como você o gasta.

Portanto, ela envolve práticas como:

  • economizar;
  • cortar despesas;
  • investir o seu salário;
  • aumentar a sua renda;
  • planejar o que fazer com o seu dinheiro;
  • traçar metas para os seus gastos.

Ou seja, a educação financeira nada mais é do que dominar o seu dinheiro para não ser dominada por ele.

Ela é a base para você conseguir se planejar financeiramente e alcançar os seus sonhos.

A educação financeira serve para nos ensinar a sermos mais conscientes ao gastarmos e pouparmos o nosso dinheiro, seja comprando, investindo, fazendo empréstimos, economizando e até na hora de definir o nosso pró-labore.

Para isso, ela foca muito na organização. Afinal de contas é por meio da organização do seu dinheiro que você identifica alguns gastos que podem ser cortados ou controlados e qual é o momento certo para fazer compras adequadas.

A educação financeira é importante porque ela leva a independência, que por sua vez  permite que planos sejam feitos e sonhos sejam realizados.

Entre os objetivos da educação financeira podemos citar a independência, e também  a conscientização de todas as pessoas em relação ao uso de seu dinheiro.

A questão da conscientização diz respeito a deixar todos os cidadãos cientes dos riscos e das oportunidades que envolvem escolhas feitas a partir de seus gastos e investimentos financeiros.

Além do mais, há também o objetivo de ajudar as pessoas alcançarem as suas metas com o auxílio do dinheiro, por meio de conhecimentos que ajudem a fazer escolhas mais conscientes.

No Brasil, infelizmente ainda não temos uma disciplina nas escolas que nos ensine a termos uma boa relação com o nosso dinheiro.

Justamente por isso é tão difícil para a maioria dos adultos tomarem decisões financeiras a curto, médio e longo prazo.

Isso nos leva à realidade de 66,5% das famílias brasileiras fechando o ano de 2020 com dívidas, de acordo com o estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Os dados se tornam ainda mais assustadores quando revelam que as dívidas são muito maiores do que a capacidade de pagamento dos endividados.

Portanto, podemos afirmar que a educação financeira no Brasil ainda é um tabu e que, na maioria das vezes, ela só é citada  para falarmos sobre dificuldades com dinheiro.

Isso cria uma ideia de que primeiro precisamos errar com as nossas finanças para então buscarmos aprendizados de como cuidar delas da maneira correta.

Mas não se deixe enganar. Educação financeira é sobre criar hábitos financeiros saudáveis, para não precisar passar por apertos com o seu dinheiro e saber lidar com lucros, gastos e investimentos.

 


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