Em 28/04/2023
A Prefeitura Municipal de Santa Rita criou a primeira unidade de conservação de uso sustentável da história política do município, trata-se da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tibiri, um dos principais mananciais santa-ritenses, cuja área corresponde a porção territorial equivalente a 688,38 ha, que passará a receber maior proteção por parte da gestão ambiental.
O Rio Tibiri é um importante manancial da cidade, responsável pelo abastecimento d’agua da zona urbana santa-ritense, que nos últimos anos vem sofrendo com a degradação ambiental, proveniente de barramentos, exploração mineral e outras atividades que exercem pressão sobre o corpo hídrico.
Para o Prefeito Emerson Fernandes Alvino Panta (Foto acima), a criação da APA – que terá gestão municipal – é uma ação que revela o compromisso de Santa Rita com a sustentabilidade ambiental. “Esta iniciativa revela a importância que a gestão reserva ao meio ambiente, na medida em que ações afirmativas veem sendo implementadas em todo município, garantindo sustentabilidade e uma melhor qualidade ambiental”, pontuou o prefeito de Santa Rita.
De acordo com o Secretário Municipal de Meio Ambiente de Santa Rita, Vital José Pessoa Madruga Filho (Foto acima), “A criação da APA do Rio Tibiri é um marco de extrema importância e interesse para o município, visto que este manancial clama por medidas de recuperação e conservação ambiental, para garantir o equilíbrio socioambiental da cidade”.
A Edição 947 do Diário Oficial Eletrônico do Município de Santa Rita (PB), publicou o Decreto Municipal nº 29/2023, que dispõe sobre a criação da Área de Proteção Ambiental (APA), do Rio Tibiri.
O Projeto que originou a criação da primeira unidade municipal de conservação ambiental foi subsidiado por um complexo estudo técnico elaborado pela própria Secretaria de Meio Ambiente do município, apurando todos os problemas ambientais envolvendo o manancial, resultando na justificativa da criação da APA como alternativa para conservar e garantir a recuperação dos ambientes degradados.
O Secretário de Meio Ambiente Vital Madruga Filho garantiu que deverá cadastrar a APA do Rio Tibiri junto ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação, para que usufrua de todos os benefícios que lhes são reservados. O Decreto de criação da APA já está em vigor, e prevê a elaboração do Plano de Manejo para um prazo de até 06 meses.
Rio Tibiri
O rio Tibiri é um curso d’água que banha o município de Santa Rita, no estado brasileiro da Paraíba. Perene da nascente à sua foz, é responsável pelo abastecimento da maior parte da água potável da cidade de Santa Rita, a qual é captada no Açude Tibiri, às margens da BR-230. Recentemente, tem tido sua perenidade ameaçada pelo desmatamento de suas margens e cabeceiras, assim como pelo assoreamento.
A construção desordenada de balneários e a utilização de agrotóxicos pelas lavouras de cana-de-açúcar também promovem problemas no abastecimento e poluição hídrica.
Etimologia
Segundo Frei Vicente do Salvador, em seu livro História do Brasil, de 1626, o topônimo Tibiri é derivado da palavra tupi Tibir-y ou Tibi-r-y, que, em português, significa “rio do sepultado” (ou “da sepultura“).
O tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro, no entanto, dá outra etimologia para o topônimoː segundo ele, “Tibiri” deriva do tupi antigo tybyry, que significa “rio da poeira” (tybyra, poeira e y, rio).
Sub-bacia
Tributário da bacia do rio Paraíba, o Tibiri nasce em uma lagoa represada artificialmente com a construção da rodovia PB-016 (região de Corvoada, no Município de Pedras de Fogo/PB), uma estrada que sai da rodovia BR-230 e que vai para o distrito de Odilândia.
Logo em sua nascente, numa importante região de afloramentos aquíferos, o rio recebe as águas de algumas lagoas, entre elas a lagoa do Paturi, em sua margem esquerda, e a lagoa Tibiri, à direita, que é seu principal afluente até a foz.
Mais adiante, é cortado pelas tubulações do gasoduto da Transpetro, subsidiária da Petrobras. Após percorrer uma extensa zona rural no município de Santa Rita e passar pela comunidade de Tibirizinho, o rio deságua na lagoa Barriga Cheia e, desta, no açude Tibiri (ambas separadas pela rodovia BR-230).
A partir daí, recebe a denominação de Rio Preto. Tributário da margem direita do rio Paraíba, o Tibiri não conta, em sua sub-bacia, com afluentes de caudal relevante, registrando-se, apenas, pequenos regatos e lagoas.
Próximo às suas cabeceiras, há importantes resquícios desprotegidos de Mata Atlântica (mata de tabuleiro e mata ciliar) nas terras que pertencem à Usina São João, a qual é uma área de evidente potencial ecoturístico ainda inexplorado.
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