Por que os pilotos Kamikazes usavam capacetes ?

Em 17/05/2023

Tempo de leitura: 2 minutos

Os pilotos kamikazes eram pilotos japoneses que se lançavam em ataques suicidas durante a Segunda Guerra Mundial, em uma tentativa desesperada de causar danos às forças inimigas.

Apesar de terem se tornado famosos por seus ataques suicidas sem volta, muitos pilotos kamikazes usavam capacetes para proteger suas cabeças durante os voos.

Os capacetes utilizados pelos pilotos kamikazes não eram projetados especificamente para o uso em ataques suicidas, mas sim para fornecer proteção para a cabeça durante o voo.

Isso porque os pilotos precisavam voar em altitudes elevadas e enfrentar temperaturas extremamente baixas, e os capacetes ajudavam a manter suas cabeças aquecidas.

Além disso, os capacetes também ofereciam proteção contra estilhaços de balas e detritos que poderiam ser lançados no ar durante os combates aéreos.

Portanto, o uso de capacetes pelos pilotos kamikazes fazia parte do equipamento padrão de proteção que qualquer piloto de avião precisaria usar durante a guerra.

Kamikazes

Kamikaze ou, em português, camicase eram os pilotos de aviões japoneses carregados de explosivos cuja missão era realizar ataques suicidas contra navios dos Aliados nos momentos finais da campanha do Pacífico na Segunda Guerra Mundial.

Contexto e surgimento

A prática de tais ataques suicidas foi inserida em uma época em que os militares do Império Japonês estavam em crise.

No Ataque a Pearl Harbor em dezembro de 1941 os japoneses tinham a vantagem de possuir os Mitsubishi A6M Zero (Foto acima), caças ágeis e manobráveis que representavam uma ameaça aos norte-americanos, mas em 1943 com a introdução do Grumman F6F Hellcat (Foto abaixo) a situação mudou, pois esses caças americanos possuíam uma tecnologia superior a qualquer outro caça japonês, com o uso do radar, novidades táticas e em maiores quantidades, os Estados Unidos conquistou o espaço aéreo.

Na Batalha do Mar das Filipinas nos dias 19 e 20 de junho de 1944, o Império Japonês teve a baixa de cerca de 600 aviões; na Batalha de Formosa entre 10 a 20 de outubro de 1944, mais 500 aviões japoneses foram perdidos.

Em 19 de outubro de 1944, o vice-almirante Takijiro Onishi convocou uma reunião formal com vários oficiais e apresentou-lhes seus planos, defendendo o que considerava a única forma pelo qual um pequeno contingente pudesse atacar com grande eficácia, organizando ataques suicidas com os caças Mitsubishi A6M Zero armados com 250 kg de bombas para atacar porta-aviões inimigos.

Assim foi feito, porém nenhum dos oficiais que preparam tais planos se ofereceu para a missão.

Às 10h47min de 25 de outubro de 1944 ocorreu o primeiro ataque kamikaze. Em uma esquadrilha de cinco Mitsubishi A6M Zero na Ilha de Samar (Filipinas), o líder Yukio Seki (Foto acima) atingiu o porta-aviões USS St. Lo (Foto abaixo).

Após 30 minutos, o incêndio atingiu o paiol principal do navio que se destruiu, causando a morte de 140 estadunidenses.

Seki, quando foi entrevistado pelo jornalista Onoda Masashi numa preparação à propaganda kamikaze, declarou: “Se é uma ordem, eu vou. Mas não irei morrer pelo imperador ou pelo Império Japonês. Vou morrer por minha amada esposa. Se o Japão perder ela pode acabar estuprada pelos norte-americanos. Estou morrendo por quem mais amo, para protegê-la“.

Os kamikazes foram considerados pela religião xintoísta oficial do Estado, espíritos guardiões da pátria.


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