Profissionais serão substituídos por quem souber usar melhor IA, dizem especialistas

Em 18/06/2023

Tempo de leitura: 4 minutos

Para consultores e especialistas em tecnologia, é preciso perder preconceitos sobre inteligência artificial e aprender os diferentes usos para a tecnologia.

 

Lançado há apenas seis meses, o ChatGPT se tornou uma grande vitrine do potencial de mudanças que as inteligências artificiais generativas poderão gerar na economia. Isso mostra também a necessidade de deixar preconceitos de lado e aprender a usar essas ferramentas, evitando “ficar para trás” dessa revolução.

Especialistas em tecnologia destacam que o sucesso do ChatGPT ocorreu de uma mudança na forma de contato entre a inteligência artificial e a população em geral. As IAs existem há 10 anos, mas antes nós éramos usuários secundários. Com o ChatGPT, você começar a ter uma IA democrática.

Esse movimento permite que as pessoas tenham mais acesso à tecnologia, com suas vantagens e diferentes aplicações tanto no trabalho quanto em outras atividades do dia a dia.

Ressalta-se que tudo isso está só no começo. É a ponta do iceberg, uma mostra do que vai ser. As pessoas criticam os erros das IAs por exemplo, falam que vão burlar, mas a tendência é que, com o tempo, as IAs vão aumentar cada vez mais a precisão.

É importante que as pessoas acompanhem essa tecnologia e aprendam a usá-la. O único caminho para lidar com a inteligência artificial é aprender a usá-la.

A IA já substitui atividades e vai continuar fazendo isso, porque é algo que ocorre ao longo da história da humanidade. Quando a tecnologia faz algo melhor que o humano, há a substituição.

Entretanto quem substitui uma pessoa no trabalho é o humano que sabe usar melhor a tecnologia, o que torna muito importante entender o que é uma inteligência artificial, qual o seu potencial, limites e casos de uso.

Esse processo envolver “mudar a mentalidade” em relação à tecnologia e deixar preconceitos de lado, que muitas vezes acabam atrapalhando no contato com novidades.

Educação sobre inteligência artificial

E a educação também deverá ter um papel essencial nesse processo. Para tanto, uma melhoria no ensino é urgente, ajudando as pessoas a saber qual ferramenta usar, quais estão usando por aí, os diferentes tipos. Sem isso, não entende a questão dos vieses, de entender se uma IA é realmente confiável. O que acontece se você estrutura a sociedade em cima de algo com falhas?.

Ao mesmo tempo é importante pensar não apenas nos problemas do futuro, mas entender e solucionar os problemas do presente: é preciso questões de vieses, trabalhar em desenvolvimentos, acordos, para resolver as coisas agora, porque se não resolver agora, a IA não vai ser ética no futuro, não vai ter essa base.

No caso do Brasil, enxerga-se um “sistema operacional ruim” que atrapalha tanto a área de educação quanto a de inovação. Mesmo assim, destaca-se um esforço recente de trabalhar mais conteúdos educativos sobre tecnologia, o que denota otimismo.

Outro ponto importante é a carta divulgada recentemente e assinada por especialistas e executivos, como Elon Musk (Foto acima) e Yuval Noah Harari, pedindo uma pausa nas pesquisas de inteligência artificial.

Eles não são ingênuos de acharem que ia efetivamente parar tudo, e existem interesses comerciais por trás, mas a carta foi incrível porque trouxe o assunto na mídia. As pessoas sabem que existem coisas que precisam ser pensadas, essa disseminação ajuda na educação.

E a regulação também é um tema necessário ao pensar em inteligência artificial, com os riscos dessa tecnologia.

O cenário piorou na visão de especialistas, já que, anteriormente, as IAs de ponta eram desenvolvidas em universidade e ambientes de pesquisa privada, mas agora estão surgindo na área de produção, com forte competição entre empresas.

Todo algoritmo tem objetivo, viés, e a implementação também viés. Nessa correria por poder de mercado, os interesses são específicos de cada empresa, e várias das coisas que deveríamos parar para pensar, entender as consequências, acabam sendo passadas por cima. As empresas estão sempre direcionado a tecnologia para competição de mercado, e não em soluções para a humanidade.

A necessidade de investir mais em educação e de regular a nova tecnologia mostra a responsabilidade enorme dos governos. Não é só regular, necessita-se de novas réguas para regulação, de formas de fazer, porque em 6 meses o ChatGPT já mudou de versão, e as leis não seguem isso, e não adianta regular sem fazer cumprir também.

Na opinião de consultores e de especialistas em tecnologia, com políticas públicas o Estado consegue isso, ações de órgãos públicos, não dependendo nem do governo central.

Se o governo, de maneira sistêmica, mudasse o incentivo para tecnologia, inovação e educação muito rapidamente conseguiria começar a colher esses resultados. Se não tem políticas de cima pra baixo, não tem inovação sistêmica.

 

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Tags: Algoritmo, ChatGPT, educação, Elon Musk, IA, IAs, inteligência artificial, Tecnologia, Yuval Noah Harari

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