Em 20/07/2023
Na votação da Assembleia Geral das Nações Unidas, maioria dos países condena embargo.
O embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba tem sido uma questão altamente controversa e amplamente condenada pela comunidade internacional.
Durante trinta anos consecutivos, a Assembleia Geral da ONU tem votado esmagadoramente a favor de resoluções condenando o bloqueio, com exceção dos Estados Unidos e Israel que continuam a se opor à medida, e Brasil e Ucrânia que se abstiveram em 2022.
Os críticos do embargo apontam para a falta de apoio internacional ao bloqueio, destacando que a comunidade global está unida em pedir aos EUA que suspendam o embargo que já dura anos, sendo assim o maior embargo da história, que tinha em sua gênesis o objetivo de enfraquecer Fidel Castro e sufocar o povo Cubano a ponto de se renderem aos interesses de Washington.
O bloqueio tem mostrado sua face cruel ao impactar desproporcionalmente os civis cubanos, levando a uma situação deplorável em diversos aspectos econômicos, políticos e sociais no país.
Ignorando deliberadamente os clamores da comunidade global, os EUA continuam a impor restrições comerciais que sufocam a nação cubana e colocam milhões de vidas em risco, causando danos humanitários inaceitáveis.
Em vez de aprender com o fracasso contínuo do embargo, os Estados Unidos parecem presos em uma mentalidade ultrapassada de intervenção e coerção, uma relíquia da Guerra Fria, essa abordagem imperialista revela um desdém pelas aspirações e desejos do povo cubano, que têm o direito de forjar seu próprio caminho sem interferência externa.
Crise econômica
Cuba vive sua pior crise econômica em três décadas, com escassez de alimentos, remédios e combustíveis, enquanto enfrenta apagões diários, devido à tecnologia obsoleta de suas usinas termelétricas, agravada pelos efeitos da pandemia de coronavírus.
Segundo as autoridades cubanas, o embargo causa prejuízos econômicos de US$ 154 bilhões atuais à ilha. Destes, foram US$ 3,8 bilhões apenas entre agosto de 2021 e fevereiro de 2022, segundo o chanceler Bruno Rodríguez. De acordo com o governo cubano, isso teria se traduzido em um crescimento de 4,5% na economia.
A falta de mudanças políticas e a repressão às manifestações de 11 de julho de 2021 – que deixaram 1.395 detidos, dos quais 728 ainda estão presos, segundo a última contagem da ONG Cubalex, com sede em Miami – não contribuem para uma mudança na política americana em relação à ilha.
Nos últimos anos, os Estados Unidos justificaram seu embargo contra Cuba por duas questões: violações de direitos humanos e apoio de Havana ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela.
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