Paraíba registrou um aumento dos casos de esporotricose humana

Em 20/10/2023

Tempo de leitura: 3 minutos

O Estado da Paraíba registrou um aumento dos casos de esporotricose humana, doença que surge quando um fungo, do gênero sporothrix spp, entra no organismo através de uma ferida na pele. A doença pode afetar humanos e animais.

A Secretaria de Saúde da Paraíba (SES-PB) informou que só em 2023 foram confirmados 431 diagnósticos da doença, com uma morte, representando um aumento e quase 80% de casos, em relação a 2022, quando houve 237 ocorrências e também uma morte.

A SES informou que segue monitorando os casos em humanos. Os registros dos casos em animais são feitos na plataforma REDCAP, do Ministério da Saúde.

No caso da esporotricose, os gatos e gatas sentem, e muito, os sintomas. Por se tratar de uma micose, o local coça e geralmente fica irritado e machucado.

Por essa razão, os seres humanos precisam estar atentos, porque a micose pode ser transmitida pelo animal, seja ele de rua ou domesticado.

No entanto, os gatos não são os únicos culpados, porque o homem pode adquirir a patologia ao manusear o solo com frequência.

O gato é acometido: ele é vítima. Ele participa desse processo de transmissão, mas não somente. É importante dizer que os gatos que forem diagnosticados com esporotricose existe tratamento para o gato, com resolução completa da doença no felino, assim como existe nos humanos. Então, é uma doença curável”, disse Allana.

Pessoas com lesões suspeitas de esporotricose devem procurar atendimento médico, preferencialmente um infectologista ou dermatologista, para investigação, diagnóstico e tratamento adequado.

Figura 1 – Lesões ulcero-crostrosas, com bordas bem delimitadas eritematosas, com diâmetros variando entre 0,4 a 1,5 cm em seu maior eixo, nas regiões supra labial a esquerda, dorso nasal e glabela. Figura 2 – Após término do tratamento com itraconazol, com melhora clínica, apresentando apenas lesões residuais.

O tratamento da esporotricose humana é feito com antifúngicos, deve ser iniciado após uma avaliação clínica e acompanhamento médico.

A duração do tratamento pode variar de três a seis meses, podendo chegar a um ano até a cura do indivíduo.

Esporotricose e seu Polimorfismo Clínico

Esporotricose é a micose subcutânea mais comum no mundo, causada por fungos dimórficos e geofílicos, das espécies Sporothrix spp.

A esporotricose é causada por fungos pertencentes ao gênero Sporothrix, que saprofiticamente são encontrados em plantas e matéria orgânica.

Colónia membranosa acinzentada, espiculada com halo enegrecido. 

Porém, os gatos são altamente suscetíveis à contaminação por esporos de fungos e, quando adoecem, podem transmiti-lo a outros animais e ao homem.

A forma linfo cutânea é a apresentação clinica mais comum e o acometimento facial é mais prevalente na faixa etária pediátrica, devido à baixa estatura e ao hábito de brincar com felinos próximo a face.

Sua transmissão ocorre após trauma, comumente através de contato com galhos, restos de madeira ou arranhaduras e/ou mordedura de felinos infectados.

Na imagem a esquerda, solução de continuidade com infiltrado inflamatório difuso, granulomatoso com células polimorfonucleares pela coloração da H&E (aumento 40x). Na imagem a direita, em coloração Grocott, notam-se estrututras fungicas arrendondadas com brotamento único. 

Sua apresentação clínica é diversa, manifestando-se, principalmente, nas formas linfo cutânea e cutânea fixa. Membros superiores e face são mais comumente acometidos na faixa etária pediátrica.

Nesse relato de caso, uma paciente do sexo feminino, com diagnóstico prévio de rosácea, residente na cidade do Rio de Janeiro, área epidêmica da doença, apresentou lesões ulceradas no dorso nasal, lábio superior e glabela, diagnosticada tardiamente como esporotricose.

 

 

 


Tags: Acompanhamento médico, Antifúngicos, Avaliação clínica, Cachorros, células polimorfonucleares, Dermatologista, Dermatoses Faciais, diagnósticos da doença, dorso nasal, Esporotricose, Esporotricose humana, Estado da Paraíba, fungo, fungos dimórficos, fungos geofílicos, gatas, Gatos, glabela, Infectologista, lábio superior, lesões ulceradas, linfo cutânea, Micose, Ministério da Saúde, plataforma REDCAP, Polimorfismo Clínico, Rosácea, Secretaria de Saúde da Paraíba, SES-PB, sporothrix, Tratamento da esporotricose humana, Úlcera Cutânea

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *