Plano motosserra: Javier Milei corta mais de 5.000 funcionários públicos federais

Em 27/12/2023

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Seguindo com seu “plano motosserra” contra os gastos públicos na Argentina, o presidente Javier Gerardo Milei anunciou nesta terça-feira (26Dezembro2023) que não vai renovar os contratos temporários de mais de 5.000 funcionários federais que acabam neste mês e foram assinados pelo seu antecessor, Alberto Fernández, no último ano.

O restante dos contratos entra em um processo de revisão que vai durar 90 dias“, disse o porta-voz do governo, Manuel Adorni, sem precisar a quantos postos de emprego a avaliação se refere.

Segundo o jornal Clarín, seriam mais de 45 mil contratados há mais de 12 meses na administração pública nacional.

A não renovação foi formalizada por um decreto de Milei, que traz algumas exceções.

Entre elas estão os trabalhadores que entram na cota de pessoas trans e com deficiência, conforme a lei argentina, e também os que foram integrados aos quadros permanentes ao longo deste ano.

Javier Gerardo Milei é um economista, político e professor argentino, líder do La Libertad Avanza e atual Presidente da Argentina desde 10 de dezembro de 2023, ano em que foi eleito com o número recorde de 55,69% dos votos no segundo turno, tornando-se assim o presidente mais votado da história do país até então.

O ultraliberal Javier Gerardo Milei já havia anunciado em sua primeira semana de governo um corte de 18 para 9 ministérios e de 106 para 54 secretarias, o que significaria uma redução de 50% dos cargos hierárquicos e 34% dos cargos federais no total. Não está claro se os contratos não renovados entram nessa conta.

O presidente também já havia suspendido a propaganda oficial em meios de comunicação por um ano – que, segundo sua gestão, representou gastos de 34 bilhões de pesos em 2023 (R$ 180 milhões na cotação paralela, que rege os preços no país) – e determinado o fim do home office para o funcionalismo.

A intenção é acabar com o que popularmente é conhecido como funcionários “nhoque” na Argentina, que não trabalham e só aparecem no fim do mês para cobrar o salário.

A expressão vem da tradição de comer, em todo dia 29, data de pagamento da administração pública, o prato italiano para trazer prosperidade.

 

 

 

 


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