Em 13/01/2024
Vaidade ou não, 9 a cada 10 mulheres leva na bolsa um item mais que essencial: o batom. Mas você sabia que o batom que você usa no dia a dia pode ter em sua composição escamas de peixe?
Isso mesmo, principalmente aqueles de tons perolados muito provavelmente contêm escamas de peixe. O ingrediente em questão é chamado de essência pérola. (Algumas fontes dão isso como “perolado“).
É o material prateado encontrado em escamas de peixe que é utilizado em alguns batons, esmaltes de unhas, esmaltes cerâmicos, etc., para torná-los cintilantes.
A essência da pérola é obtida principalmente do arenque e é um dos muitos subprodutos do processamento comercial de peixe em grande escala.
Ninguém sabe muito bem ou tem a curiosidade do que exatamente é composto os batons, no entando, todos são compostos dos mais diversos ingredientes, entre eles o mais puro óleo de mamona, parafina para dar a textura de vela, vaselina para dar a lisura, lanolina que dá a maciez, tudo isso misturado e assado num caldeirão de aço endurecido e misturado com giz de cera de diversas colorações.
Origem
O batom é um cosmético usado para dar cor aos lábios. Com ou sem brilho, realça a boca e é disponível em várias cores e marcas, adequando-se a diversos gostos.
O nome vem do francês bâton, literalmente “bastão“, embora o cosmético não seja chamado assim em francês. O batom é o cosmético mais utilizado em todo o mundo. Ele desfrutou de sua participação global de R$ 23.422.75 (US $ 5760) milhões em 2016 e R$ 35.256.12 (US $ 8670) milhões em 2021.
História
As mulheres da Antiga Mesopotâmia foram possivelmente as primeiras mulheres a inventarem e usarem batom. Elas pulverizavam minérios para decorar os lábios. Já mulheres da antiga Civilização do Vale do Indo usavam batom nos lábios para decoração.
No Egito Antigo, eram usados pigmentos vermelhos extraídos de algas, 0.01% iodo, bromo manitol, o que causa graves problemas de saúde.
Batons com efeitos brilhantes foram inicialmente feitos usando a substância que causa a iridescência encontrada em escamas de peixe.
Na Idade Média, muitas pessoas se preocupavam com os cuidados da pele e do cabelo. O branco era a cor de base preferida para maquiagem, já que se admirava a compleição pálida. Blush era aplicado aos lábios e bochechas.
No período dos anglo-saxões, usava-se o laranja ou o rosa. Na Itália nos anos 1200, preferia-se um visual mais natural com cores de pele fresca e blush rosa. Na Península Ibérica, alguns poetas descreveram a beleza feminina com lábios vermelhos.
Uma visão comum é que os cosméticos teriam desaparecido da Europa ao longo da Idade Média por estarem associados ao exotismo do mundo árabe e ao Império Bizantino.
No início da Idade Média, a maquiagem foi vista como pecaminosa por alguns teólogos como Tertuliano e Cipriano de Cartago, embora posteriormente defendida por Tomás de Aquino.
A influência da Igreja, no entanto, é desconhecida e tratados sobre cosméticos seguiram sendo publicados de acordo com a tradição da antiguidade de tratá-los como parte de saúde e os cosméticos eram descritos juntamente com os medicamentos e diversos livros religiosos incluíam receitas para melhorar a aparência.
Tais tratados, embora infrequentes na alta Idade Média, tornaram-se numerosos a partir do século XII.
A maquiagem só retornou em grande escala na Europa Renascentista, mas ainda sendo usada unicamente pela realeza e a aristocracia. Somente no século XVIII, os cosméticos passaram a ser usados por mulheres de todas as classes sociais.
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