Professores da UFPB entram em greve por tempo indeterminado

Em 03/06/2024

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Os professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) entraram em greve a partir desta segunda-feira (03Junho2024), por tempo indeterminado.

A informação sobre a greve foi anunciada pela Associação dos Docentes da UFPB (Aduf-PB), que ressaltou ter feito todo o possível para que as negociações tivessem outro desfecho. “O governo nos deixou sem perspectiva”, afirmou o secretário-geral da Aduf-PB, Fernando Cunha.

Os professores da UFPB se juntam a colegas de 58 instituições federais vinculadas ao Andes (sindicato nacional) que estão em greve desde 15 de abril. A Aduf-PB informou que a categoria havia aprovado um indicativo de greve em assembleia realizada em 3 de abril, mantido em nova reunião em 30 de abril, e decidido deflagrar a greve em 29 de maio.

Paralização

A paralisação foi aprovada na última quarta-feira (29Maio2024), após uma assembleia realizada no Centro de Vivência do campus I, em João Pessoa.

Durante o encontro, foi realizada uma rodada de assembleias nos campi de Areia e Bananeiras, sobre o mesmo tema, e o resultado final chegou a 167 votos favoráveis, 38 contrários e duas abstenções.

Participaram das reuniões, em todos os campi, um total de 207 professores e professoras, sendo 172 em João Pessoa, 18 em Areia e 17 em Bananeiras.

Na Capital, a reunião contou com a participação tanto dos professores do campus I (que atuam nos cursos da unidade central, no Castelo Branco, quanto os da unidade do Centro de Ciências Jurídicas, em Santa Rita), quanto os dos campi IV (Litoral Norte) e V (Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regional, no bairro de Mangabeira). Vários estudantes também assistiram à reunião.

Para esta segunda-feira (03Junho2024), está previsto para acontecer a partir das 15h00m a primeira reunião do Comando Local de Greve (CLG), com a finalidade de traçar os encaminhamentos referentes à greve, e também a contraproposta construída pelo Comando Nacional de Greve (CNG) e protocolada no último dia 27.

A proposta rejeitada

Os docentes rejeitaram a proposta do Governo Federal, realizada pelos Ministérios da Educação (MEC) e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que propôs para os docentes de institutos e universidades federais um aumento de salário que vão de 23% a 43% até 2026, considerando o reajuste de 9% já garantido em 2023 pelo governo Lula, depois de seis anos sem reajuste.

O salário inicial de um docente passaria de R$ 9.916 (salário em abril de 2023) para R$ 13.753. Já o salário para professor titular, no topo da carreira, iria de R$ 20.530 (abril de 2023) para R$ 26.326.

 

 

 

 

 


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