Bancários paraibanos denunciam superintendencia do Banco do Brasil

Em 18/09/2008

Tempo de leitura: 3 minutos

João Pessoa(PB) – Funcionários do Banco do Brasil, juntamente com o Sindicato dos Bancários da Paraíba, farão paralisação das atividades nas agências do Varadouro, Treze de Maio e Praça 1817 através de protesto marcado para acontecer na manhã desta quinta-feira(18set2008), das 08h00s às 11h00s. A grande mobilização, que contará com o uso de faixas, cartazes e carro de som, objetiva levar a público denúncias de assédio moral referentes à postura do atual superintendente do Banco do Brasil na Paraíba, Eloy Medeiros, que está na função desde o início de 2007.

Durante esse período, o sindicato já registrou graves denúncias de desrespeito para com os funcionários do BB, pressão psicológica, perseguições, ameaças, estabelecimento de metas inatingíveis, favorecimento de parentes, estímulo à prática da venda casada, diminuição do número de atendentes, precarização e sobrecarga de trabalho.

De acordo com Marcos Henriques, presidente em exercício do Sindicato dos Bancários, o clima de intranqüilidade instaurado através da postura autoritária do superintendente Eloy Medeiros para com os funcionários do Banco do Brasil nunca antes havia sido presenciado em administrações anteriores da instituição com tal intensidade e de forma tão desrespeitosa. O dirigente do sindicato relata ter registro de funcionários que pediram demissão ou estão entregando funções comissionadas, abrindo mão de valores consideráveis, por não suportarem o assédio permanente; alguns, inclusive, buscando acompanhamento psicológico.

A Paraíba é o único Estado do país que não realizou a contratação dos concursados aprovados no último certame, ato já autorizado pelo DEST (Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais). O superintendente Eloy Medeiros descumpriu a determinação do departamento, evitando as novas contratações para minimizar custos, o que tem sacrificado os funcionários já efetivados e a qualidade no serviço prestado.

Ainda segundo Marcos Henriques, o clima de terror instaurado nas agências da capital ocorre de forma ainda mais grave no interior do Estado. As conseqüências do assédio moral praticado por Eloy Medeiros estariam atingindo não apenas os funcionários da instituição, mas prejudicando também o atendimento aos clientes.

Além da diminuição do número de atendentes, que causa o retardamento no atendimento e muitas vezes irritação, chegando a ponto de haver registro de agressões de clientes a funcionários, algumas políticas adotadas pela superintendência, como medidas para dificultar a liquidação de operações de crédito, o direcionamento de operações para os caixas de auto-atendimento e o estímulo à venda casada, demonstrariam o desrespeito com os clientes do Banco do Brasil.

A diretoria do sindicato ressalta que o fato de o Banco do Brasil ser uma instituição pública é um agravante, pois ao seguir uma postura visando ao lucro, à produtividade e ao alcance de metas em detrimento do bem estar de seus funcionários e do bom atendimento aos seus clientes se igualaria a qualquer instituição financeira privada, deixando de cumprir seu papel de fomento ao desenvolvimento econômico e social do país.

O Sindicato dos Bancários garante que todas as denúncias já foram encaminhadas aos órgãos competentes, como Ministério Público, Procuradoria Geral do Trabalho, Curadoria do Cidadão e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego(antiga DRT), mas, até o momento, nenhuma providência foi tomada, o que desperta na diretoria a incompreensão por conta de tal omissão, chegando a se colocar em cheque a isenção de tais órgãos diante do poder econômico representado pelo Banco do Brasil.

* Com Marcelo Alves – Diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários da Paraíba.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *