Em 11/02/2010
Itaporanga(PB) – Dois meninos, um com 4 e outro com 5 anos de idade, foram vitimas de abuso sexual na zona rural de dois municípios regionais praticado por vizinhos dos garotos.
O primeiro caso ocorreu no sítio Currais, limite entre zona urbana e rural de Coremas, no dia 22 de janeiro. Um homem chamado Francisco das Chagas Tomás, de 32 anos, solteiro e morador da mesma localidade, passou na casa da avó do garoto e pediu um copo d’água. E, enquanto a mulher entrou para pegar a água, o acusado forçou o menino a pegar em seus órgãos genitais. Um tio da criança flagrou o abuso e uma queixa foi registrada na delegacia local.
O delegado Elcenho Leite investigou o caso e, depois de ouvir várias testemunhas, pediu à Justiça a prisão preventiva do acusado. A ordem de prisão contra o acusado, que foi preso no final da manhã do último dia 2, foi assinada pela Drª Elza, juíza substituta de Coremas. “A princípio, ele quis negar, mas depois confessou o crime: disse que estava bêbado e, por isso, teria praticado o abuso contra o menino”, comenta Dr. Elcenho Leite, que indiciou o acusado por estupro de vunerável, de acordo com a nova lei, que caracteriza como estupro atos obscenos ou qualquer tipo de abuso sexual cometido contra menores.
O outro caso ocorreu no sítio Campim Grosso dos Martins, município de Itaporanga, na tarde do dia 25 de janeiro. A mãe do menino, Glicélia Paz da Silva, sentiu falta da criança e foi procurá-la na casa de um vizinho, e, ao entrar em um dos quartos da residência, deparou-se com o homem tentando penetrar a criança.
O acusado é Anchieta Vicente da Silva, de 34 anos, solteiro. Conforme relato da Polícia Civil, o homem arriou a calça e depois despiu o menino, mas não conseguiu seu intento porque a mãe da criança chegou no momento em que o acusado tentava a penetração.
Surpresa e desesperada, a mãe do menino saiu gritando e pedindo socorro, enquanto que o acusado fugiu. A Polícia Militar foi acionada, mas chegou ao local somente três horas depois e não conseguiu localizar o homem, que permanece foragido. Um inquérito foi aberto para apurar o caso.
A demora para chamar a polícia tem uma explicação: o problema é que as chamadas geradas de celular para o 190 em Itaporanga não acionam a polícia local, ou seja, essas ligações caem em Patos ou Campina. Isso acarreta um grave problema para a zona rural, onde não existem telefones públicos e o único meio de comunicação é o celular.
* Transcrita da Edição nº 163(Ano IX – De 20 de Janeiro à 09 de Fevereiro de 2010) do Jornal Folha do Vale. O jornal de maior circulação na região do Vale do Piancó, no sertão do Estado da Paraíba.
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