Ministro diz que conta com aval de educadores para elevar carga horária

Em 15/09/2011

Tempo de leitura: 2 minutos


Aumento do ano letivo não vai gerar tantos gastos, diz Haddad. Ministro disse que conta com aval de educadores para elevar carga horária na escolas.

Brasília(DF) – O ministro da Educação, Fernando Haddad, minimizou nesta quarta-feira(14Setembro2011) os possíveis gastos que podem ser gerados com a ideia do MEC(Ministério da Educação) de aumentar o tempo de aula nas escolas brasileiras. Ele admitiu ontem que estuda elevar a carga horária diária ou ampliar o número de dias letivos no país. "Primeiro que eu não penso que a conta(para aumentar o tempo de aula nas escolas) é tão alta assim. Segunda que nada está decidido. Nós ainda estamos estudando".

Quando questionado se aumentar a carga horária vai melhorar a qualidade da aula dada pelos professores, Haddad respondeu que o MEC se baseou na opinião de educadores. "Há consenso entre educadores que nós consultamos sobre a necessidade de ampliar a carga horária na escola. Eu me debrucei muito sobre isso e é quase unanime na literatura internacional que a exposição do estudante a uma carga horária maior tem impacto positivo na qualidade. Todo mundo defendeu a vida inteira a escola em tempo integral. Não defender isso(elevar ano letivo) é ir na contramão da história".

Haddad não soube responder de que forma os professores vão preencher esse tempo extra em sala de aula. Ele respondeu apenas que a atual carga horária, que hoje é de quatro horas, é pequena.

O ministro da Educação conversou com os jornalistas hoje depois de participar de encontro com estudantes no auditório da Faculdade de Educação da USP(Universidade de São Paulo), como parte da programação da Semana de Educação que acontece desde segunda-feira(12Setembro2011).

Os universitários presentes fizeram uma manifestação em defesa do investimento de 10% do PIB(Produto Interno Bruto) do país para a educação. Isso porque o PNE(Plano Nacional de Educação), em tramitação no Congresso, prevê um investimento de 7% do valor da produção brasileira na área.

No entanto, Haddad respondeu à plateia dizendo que mesmo o valor defendido pelos movimentos sociais ainda é insuficiente. "Do ponto de vista do Ministério da Educação, 10%(do PIB) é pouco para o que temos de fazer. Nós temos um século de descaso com a educação, o que vai ser difícil de recuperar.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *