Em 04/07/2012
Sousa(PB) – Há menos de um ano em andamento, o projeto “Comportamento da figueira(Ficus carica) sob diferentes adubações com resíduos orgânicos nas condições edafoclimáticas do Alto Sertão Paraibano”, desenvolvido pelo professor Dr. Oscar Hafle e pela aluna do Curso de Tecnologia em Agroecologia, Josefa Daiana Lopes, ambos do IFPB/Campus Sousa, traz os primeiros resultados promissores para a fruticultura regional.

Segundo o professor Dr. Oscar Hafle, a planta vem se adaptando bem às condições de clima e solo da região do alto sertão paraibano. Além disso, as primeiras análises laboratoriais e sensórias demonstram alta qualidade dos frutos colhidos, quando comparados àqueles das regiões tradicionalmente produtoras. “Mesmo sendo resultados iniciais da pesquisa, que deve durar pelo menos cinco anos, até o momento, as plantas são cultivadas sem o uso de agrotóxicos, utilizando-se totalmente o manejo agroecológico”, completou o professor Oscar.
O objetivo do projeto é conhecer a adaptação da planta, produção e qualidade de figos, cultivar "Roxo de Valinhos", destinados ao consumo natural e agroindústria, com a aplicação de diferentes adubos orgânicos.
Atualmente, a fruticultura da região de Sousa, baseia-se nos cultivos de coqueiro e bananeira, o que pode ser perigoso nos aspectos de comercialização e ataque de pragas e doenças. De acordo com o professor Dr. Oscar Hafle, “trazer uma nova espécie para a região ajudará na diversificação da fruticultura local, além de contribuir para a renda do produtor rural, já que os frutos tem alto valor de mercado, principalmente na exportação”.
O figo aparece entre as 20 principais frutas exportadas pelo Brasil, principalmente para países do continente europeu. O maior produtor do país é o estado de São Paulo, seguido por Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No Nordeste brasileiro poucas informações existem sobre o cultivo desta espécie.
* Com Assessoria de Comunicação do IFPB – Campus Sousa(PB).
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