Bolsonaro escolhe Renato Feder para a pasta da Educação

Em 03/07/2020

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O presidente Jair Bolsonaro escolheu o secretário de Educação do Paraná e ex-executivo Renato Feder para ser o novo ministro da Educação. A informação foi confirmada por fontes do governo federal. Feder havia se reunido com Bolsonaro antes da escolha de Carlos Alberto Decotelli, que pediu demissão depois de denúncias sobre incoerências em seu currículo.

A expectativa é que o anúncio seja feito ainda nesta sexta-feira(03Julho2020). Na semana passada, Bolsonaro havia ligado para Feder para agradecer, Mas teria preferido alguém mais velho. Decotelli tem 70 anos e Feder, 42. Feder vai substituir Abraham Weintraub.

O presidente havia preterido Feder, segundo fontes, por sua relação com o governador de São Paulo, João Doria(PSDB). O empresário doou R$ 120 mil à campanha do tucano para prefeito. Feder é secretário de Educação no Paraná e chegou a trabalhar na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

No Paraná, seus contatos com empresários e terceiro setor fizeram com que fosse indicado a Ratinho Junior(PSD) para o cargo, no ano passado. Durante a pandemia, o Estado é um dos que tem se destacado por ter criado rapidamente um sistema de educação a distância bem estruturado com aulas online.

Em 2016, Feder doou R$ 120 mil para a campanha de João Doria para a Prefeitura de São Paulo. O nome de Feder aparece no site do Tribunal Superior Eleitoral(TSE) como a sétima maior quantia entre os doadores da campanha, que recebeu R$ 12 milhões.

Na época, Feder era proprietário da Multilaser, uma empresa da área de tecnologia. O nome dele não consta entre os doadores da campanha para governador de Doria.

Privatização total da educação
O novo ministro da Educação, Renato Feder, já defendeu a extinção da pasta e a privatização da rede de ensino do Brasil.

No livro "Carregando o Elefante – Como transformar o Brasil no país mais rico do mundo", de 2007, Feder propunha que o governo pagasse um ‘voucher’ às famílias para elas colocarem seus filhos em escolas particulares. Modelo semelhante seria adotado no ensino superior.

Já os militares foram surpreendidos com o convite do presidente e querem um nome ligado a eles, que acreditam ter mais força política.

Para os militares, Feder é um empresário que quer fazer carreira na política, mas não tem experiência. O secretário do Paraná tem apoio da Fundação Lemann, por exemplo, algo que também incomoda militares. O nome também não agradou aos evangélicos, cujos líderes no Congresso também têm pressionado o presidente.

Pressão
Alas ligadas a Olavo de Carvalho e aos militares no governo pressionam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a reverter o convite feito ao atual secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, para o Ministério da Educação(MEC).

Antes mesmo de ser anunciado oficialmente, Feder já virou alvo do grupo ideológicos e da base bolsonarista nas redes sociais.

Olavistas têm um histórico de sucesso em frituras iniciadas nas redes sociais que terminaram em demissão, como a ex-secretária de Cultura, Regina Duarte, e os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta(Saúde) e Carlos Alberto dos Santos Cruz(Secretaria de Governo).

Eles chamam a atenção para a ligação dele com o governador João Doria(PSDB-SP) e dizem que a escolha foi feita para agradar empresários e apaziguar a guerra ideológica.

Biografia
Renato Feder, economista, empreendedor, político e professor brasileiro, atual Secretário de Educação e Esporte do Paraná e conhecido por ser sócio da Multilaser, uma empresa de eletroeletrônicos e informática brasileira, nasceu na cidade de São Paulo no dia 28 de junho de 1978.

É Graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas(FGV), é mestre em Economia pela Universidade de São Paulo.

Na Multilaser, empresa de capital fechado brasileira no segmento de eletroeletrônicos e informática fundada em 1987, que hoje lidera junto com Alexandre Ostrowiecki, Renato Feder atua na importação e comercialização de produtos do setor tecnológico, acessórios multimídia e brinquedos.

Assumiu a Secretaria de Estado da Educação do Paraná em 2019, no início do governo Ratinho Júnior.

Em junho de 2020, chegou a ser cotado para suceder Abraham Weintraub no Ministério da Educação, fato que não se concretizou.

Nesta sexta-feira(03Julho2020), foi anunciado pela imprensa que Renato Feder teria sido escolhido pelo Presidente da República Jair Bolsonaro para ser novo ministro da Educação, onde assumiria a pasta após saída de Carlos Decotelli, que foi nomeado, mas sequer tomou posse.


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