Taxista é condenado por matar Geraldinho

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Da redação do Bê-á-bá do Sertão

João Pessoa(PB) – Foi condenado a 17 anos e meio de prisão pelo 2º Tribunal do Júri Popular de João Pessoa, por 6 votos contra 1, na noite da última sexta- feira(16Mar2007), no salão do júri popular do Fórum Criminal “Ministro Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Mello”, o taxista Francisco José dos Santos, pelo assassinato do menor estudante Geraldo Antônio Gomes Filho, mais conhecido por "Geraldinho", de 13 anos de idade, em julgamento popular presidido pelo Juiz de Direito José Aurélio da Cruz, atuando na acusação o promotor de justiça Aldenor Medeiros e na defesa o advogado Harley Handerberg Medeiros.

Com a condenação o advogado do taxista Francisco José dos Santos, tem um prazo de 15 dias para recorrer da sentença, continuando o réu, durante este prazo em liberdade, o qual findo, será o réu condenado obrigado a se apresentar para cumprir a pena imposta pela justiça, que deverá ser cumprida em regime fechado no Presídio Estadual, localizado no bairro do Roger, na capital do Estado.

Este foi segundo julgamento que o taxista Francisco José dos Santos enfrentou no Tribunal do Júri Popular de João Pessoa(PB). No primeiro julgamento, ocorrido no dia 26 de Outubro de 2005, realizado no mesmo Fórum pelo mesmo Juiz, com atuação do Promotor de Justiça Newton Vilhena, o réu foi condenado a uma pena de 18 anos de prisão em regime fechado, tendo o advogado Ricardo Oliveira(assistente da Promotoria), juntamente com o Promotor Newton Vilhena recorrido da decisão dos jurados, junto ao Tribunal de Justiça, requerendo o aumento da pena, que por decisão da Câmara Criminal, acatou o aumento para 20 anos e oito meses. Na mesma época o advogado do réu recorrer a instancias superiores(STJ), conseguindo que o réu continuasse aguardando novo julgamento em liberdade, determinado novo julgamento, o que veio a acontecer novamente na última sexta- feira(16Mar2007), no salão do júri popular do Fórum Criminal “Ministro Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Mello”.

Em entrevista, a mãe do menor “Geraldinho”, a funcionária pública Roberta Maria Lourenço, declarou logo após o término do julgamento, satisfeita com o resultado: "dessa vez a justiça foi feita".

Morto ainda jovem
Segundo denúncia do Ministério Público, na noite do dia 29 de outubro de 2002, o acusado juntamente com a companheira Elisângela Pereira da Silva e uma filha menor de quatro anos, saíram do apartamento em que moravam no bairro de Tambiá, em João Pessoa, para ir comprar um bujão de gás e dar uma volta pelo bairro e que retornaria logo para casa(conversa dita no momento da saída a mãe do menor), levando junto o menor estudante "Geraldinho", que residia no mesmo prédio do réu a 28 dias. Segundo ficou apurado nos autos, num determinado momento do passeio, no bairro de Manaíra(Próximidades do Forrock), o menor foi atingido por um tiro de pistola na cabeça, desferido pelo taxista no interior do Fiat Palio Weekend, desferido de baixo para cima, conforme lauda cadavérico, que constatou que a vítima tentou se defender, pois no seu corpo foi encontrado marcas de cortes na perna e no rosto vestígios de pólvora.

O taxista ainda chegou a levar a vítima, com vida, até o Hospital Samaritano, onde abandonou o carro com “Geraldinho” dentro e, em seguida fugiu em outro táxi, levando Elisângela Pereira e uma filha de quatro anos, com destino ao Estado de Pernambuco. Funcionários do Hospital Samaritano, ao observarem o Fiat Palio estacionado na entrada principal, com as portas abertas e os faróis acesos, foram verificar o que estava acontecendo, deparando-se com o corpo do garoto já morto, já em processo inicial de rígidez, ocasião em que comunicaram o fato ao Centro de Operações da Polícia Militar da Paraíba.

Livrado o flagrante, dias depois o taxista acusado se apresentou à Justiça, onde foi interrogado e recolhido pela Justiça ao Presídio "Sílvio Porto", localizado no bairro de Mangabeira em João Pessoa(PB), por força de uma prisão preventiva que existia contra ele. Quando ouvidos na delegacia, os acusados negaram o crime e alegaram acidente.

Na versão inicial, em depoimento prestado a Delegada Simone Barbalho, o taxista apresetnopu uma versão de que o garoto havia pego a arma e disparado contra si mesmo, fato que levou a delagada a requerer a exumação do corpo, para constatar a versão apresentada. Em depoimento a Justiça, o réu confessou que havia discutido com a companheira dentro do carro e quando notou que ela iria pegar a sua pistola, resolveu segurar a arma, quando ela disparou e atingiu acidentalmente a vítima, que vinha no banco de trás do veículo.

No processo também foi denunciada a companheira do acusado Elisângela Pereira da Silva, que foi a julgamento e absolvida pelo Tribunal do Júri, em 2006. Os acusados foram pronunciados pelo juiz José Aurélio da Cruz, como incursos no artigo 121(crime qualificado), previsto no Código Penal.

Tragédia familiar
Morto “Geraldinho” na noite do dia 29 de Outubro de 2002, seu pai Geraldo Antônio Gomes até então um homem saudável, entrou em depressão psicológica advindo outros problemas de saúde, o que levou ao seu óbito no dia 27 de Julho de 2005. Incansável na luta de ver atrás das grades o taxista, a mãe de “Geraldinho”, Roberta Maria Lourenço não desistiu e sempre manteve-se atenta aos trâmites do processo, recebendo solidariedade da sociedade pessoense e de entidades e movimentos contra a violência.

Sua imensa dor foi amenizada pela assistência e conforto recebidos por uma legião de amigos e familiares, também inconformados com a tragédia familiar.

Alvejado por tiros
Após conseguir ficar aguardando os desdobramentos judiciais em liberdade, o taxista Francisco José dos Santos, sobreviveu a várias tentativas de homicídio, sendo ferido com três tiros de revólver na noite do dia 23 de agosto de 2005, no Bar Bardelas, de sua propriedade, no bairro do Roger, em João Pessoa. Ele foi ferido junto com o jovem Leandro Pereira, 18 anos, que recebeu um tiro no pescoço por um homem que estava numa moto.

Os tiros atingiram o taxista na coxa, no braço e no abdome, enquanto que Leandro Pereira, ficou internado em estado grave na UTI do Hospital de Emergência e Traumas, morrendo dias depois. Em decorrência do fato, o julgamento dos acusados que deveria ser realizado no dia 31 de agosto de 2005, foi adiado.

No final da tarde da segunda-feira(03Out2005), aconteceu mais um atentado contra a vida do taxista, o qual foi mais uma vez atingido por três tiros de revólver no abdômem, perna esquerda e peito esquerdo(de raspão), tendo mais uma vez escapado em virtude de socorro prestado por uma viatura da Polícia Militar que o levou para o Hospital de Traumas, onde foi submetido a uma cirurgia. Os tiros foram disparados por dois homens numa moto. No momento do terceiro atentado, o taxista Francisco José dos Santos estava diante de sua residência junto com a filha.

AS IMAGENS

Galeria 1
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Confira as imagens da leitura do veredicto, proferida na noite da sexta- feira(16Mar2007), no salão do júri popular do Fórum Criminal “Ministro Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Mello”, pelo Juiz de Direito José Aurélio da Cruz, condenando à 17 anos e meio de prisão o taxista Francisco José dos Santos, pelo assassinato do menor estudante Geraldo Antônio Gomes Filho, de 13 anos de idade, seguido de imagens do Cemitério Municipal “Senhor da Boa Sentença”, local de repouso eterno do garoto “Geraldinho” e de seu pai, Geraldo Antônio Gomes.(HF).


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