Em 25/11/2011
Trabalho da estudante do curso de Geografia, Sâmara Íris de Lima Santos, ficou em 3º lugar no Prêmio Jovem Cientista.
Campina Grande(PB) – Mapear os casos de violência urbana no ano de 2010 em Campina Grande e identificar os espaços de maior risco à violência foram alguns dos objetivos da pesquisa Mapeamento da violência urbana em Campina Grande: tendências e desafios em busca da cidade sustentável, realizada pela estudante do curso de Geografia da Universidade Federal de Campina Grande(UFCG), Sâmara Íris de Lima Santos.
A pesquisa, orientada pelo professor Xisto Souza Junior, ficou em 3º lugar no Prêmio Jovem Cientista deste ano, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq).
Através da análise das notícias policiais veiculadas em dois jornais impressos local, de dados oficiais obtidos juntos à Delegacia da Polícia Civil da cidade e de questionários aplicados à população, a pesquisa conseguiu mapear as zonas com maiores ocorrências de violência.
De acordo com as matérias veiculadas nos jornais é possível perceber que a presença mais efetiva de crimes na cidade de Campina Grande estão relacionadas a assaltos, furtos, assassinatos e ao tráfico de drogas.
O Centro da cidade ocupou, em 2010, a primeira posição em relação aos assaltos e homicídios, seguido pelos bairros de Bodocongó e do Catolé, e o bairro do Alto Branco, ocupando a quarta posição em número de assaltos. Os bairros de Santa Rosa, Glória, Liberdade e Pedregal vieram na sequência dos bairros mais citados nos jornais por crimes relacionados ao tráfico de drogas.
Com os dados obtidos junto aos órgãos oficiais, mais uma vez o Centro da cidade ocupou a primeira posição em relação aos homicídios. Na sequência veio os bairros de Bodocongó, Catolé, José Pinheiro, Pedregal e Catingueira. Ainda segundo dados da polícia, em relação ao tráfico de drogas, o bairro com o maior índice de pessoas atuadas em flagrante foi o de José Pinheiro, seguidos por Centro, Serrotão, Santa Rosa, Estação Velha, Liberdade e Bodocongó.
Um dado curioso é que apesar das notícias dos jornais e dos dados oficiais apontarem os bairros Centro, Bodocongó e Catolé como as zonas com maiores ocorrências de violência, o questionário aplicado junto á população evidenciou que para eles o bairro mais violento é o de José Pinheiro, seguido pelo Pedregal, Jeremias, Ramadinha, Glória e Araxá.
“Com a pesquisa junto à população, nota-se que existe uma difusão de sensações de medo e insegurança para com os bairros periféricos da cidade, no entanto, a maior relevância de crimes foi cometida nas áreas centrais da cidade. Mas é preciso ressaltar que não existe um efetivo de prisões e Boletins de Ocorrências nesses bairros, por causa do medo que determinados indivíduos impõem, sonegando o exercício do direito dos cidadãos quanto ao policiamento”, explica a pesquisadora.
Com o zoneamento das áreas com maiores ocorrências de violência, a pesquisa aponta para a importância de se efetivar uma política específica de policiamento nessas áreas, que resultem em medidas punitivas e preventivas. “A implicação da violência em setores estratégicos do município cria uma sensação de insegurança, acarretando na redução no uso dos espaços e comprometendo a inclusão de Campina Grande na rede de cidades sustentáveis”, ressalta.
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