Em 19/07/2020
Brasileiros que fraudaram a solicitação do auxílio emergencial, benefício destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais(MEI), autônomos e desempregados nesta crise, causada pela pandemia, terão seus nomes divulgados na internet.
Segundo o Ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União(TCU), mais de 620 mil indivíduos foram identificados com indícios de irregularidade no recebimento do benefício.

As informações levantadas a partir de um minucioso trabalho de cruzamento de dados já foram encaminhadas pela CGU para a Polícia Federal(PF) e ao Ministério Público Federal(MPF), para a adoção das medidas cabíveis.
A CGU identificou um total de 7.236 servidores federais, mas a grande maioria dos 371.529 servidores fraudadores se apropriaram do dinheiro público do auxílio emergencial são servidores lotados no DF, nos Estados e nos Municípios.
Nomes de políticos, empresários, servidores públicos, secretários municipais, detentos, militares, jovens de classe média e alta, ou ainda mortos estão inclusos na lista, além de pessoas com renda alta e aposentados da Justiça Federal.

O recebimento de múltiplos benefícios também está entre as atividades fraudulentas para a aquisição do auxílio emergencial da Caixa Econômica Federal(CEF), que pode variar entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00.
Das pessoas que fraudaram o sistema, apenas 12% devolveu os valores, o que corresponde a cerca de 72,5 mil pessoas.
INVESTIGAÇÃO
A Corte do Tribunal de Contas da União(TCU) decidiu pelo envio das identidades dos fraudadores do auxílio-emergencial, benefício concedido a trabalhadores informais, microempreendedores e desempregados durante a crise provocada pela pandemia do coronavírus, para investigação pelo Ministério Público Federal(MPF).

De acordo com a decisão do TCU, foram encontradas 620.299 pessoas que já recebiam outros benefícios e não poderiam acumular com os R$ 600 disponibilizados pelo governo federal. Outros 235.572 empresários que não são Microempreendedores Individuais também deram um jeito de burlar as regras e estavam embolsando o dinheiro que certamente faz falta para quem precisa.
O Tribunal também deu prazo de 15 dias para que o Ministério da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informe “os controles a serem implementados para reduzir os indícios de inconsistências identificadas nas análises”.

O ministro do TCU Bruno Dantas Nascimento, um dos defensores da investigação, definiu essas pessoas como “espertalhões” e defendeu que o MPF avalie “suas responsabilidades no âmbito penal”.
O TCU identificou as primeiras irregularidades após o cruzamento de dados feito pelos ministérios da Defesa e da Cidadania. O resultado revelou 73,2 mil militares da ativa e inativos ou pensionistas que receberam a ajuda do governo.
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