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Da redação do Bê-a-bá do Sertão
João Pessoa(PB) – o Ex-Deputado Estadual Aécio Pereira de Lima, 64 anos, foi condenado a pena de 16 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, a pagamento de multa e ainda a suspensão dos direitos políticos, por seis votos a um, pelo corpo de jurados do 1º Tribunal do Júri de João Pessoa(PB), em julgamento realizado no Fórum Criminal Mnistro "Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello", presidido pelo Juiz de Direito João Alves da Silva, sob a acusação de assassinato e ocultação de cadáver da estudante cajazeirense Márcia Barbosa de Sousa, de 20 anos, cujo corpo foi encontrado com sinais de asfixia em um terreno baldio localizado na praia do Cabo Branco, em João Pessoa, fato ocorrido em 17 de junho de 1998.
A sessão de julgamento do ex-parlamentar Aécio Pereira começou por volta das 09h00, com o plenário “Carlos Neves da Franca” ocupado com a presença de estudantes, advogados, familiares e amigos da estudante cajazeirense e do réu; com a leitura da denúncia do Ministério Público. Dos sete jurados, cinco eram homens e duas mulheres.
A exemplo do que aconteceu na audiência de julgamento do assassinato do ex-prefeito de Santa Luzia, Itó Morais, faixas com pedidos de justiça foram postas na frente ao Fórum Criminal de João Pessoa(PB), desta feita por integrantes de movimentos sociais, a exemplo de representantes do Centro de Defesa da Mulher “Márcia Barbosa” que atua na cidade de Cajazeiras(PB), localizada na região dp alto sertão paraibano, para compareceram para assistir ao julgamento.
Por medida de segurança o policiamento foi reforçado no Fórum do Tribunal, que teve a frente do prédio ocupada por militantes que colocaram faixas, clamando por Justiça. No interior do auditório, manifestantes em silêncio estiveram vestidos com camisas brancas com imagem da estudante Márcia Barbosa estampadas.
Mesmo com a condenação, o ex-deputado Aécio Pereira continuou solto até o trânsito em julgado do processo, tendo o réu o direito de recorrer da sentença do Tribunal de Justiça da Paraíba, no prazo máximo de cinco dias, o que lhe assegura ainda o direito de apelar em liberdade até a decisão definitiva que no caso, ocorrerá unicamente ante o recurso de mérito, o que em média dura três meses para conclusão.
Demonstrando segurança, o ex-deputado Aécio Pereira de Lima entendeu por não declarar nenhuma versão sobre o que aconteceu na noite do dia 17 e madrugada do dia 18 de junho de 1998, quando a estudante foi morta, segundo laudo cadavérico, por asfixiamento, preferindo deixar aos advogado a tese de defesa, no entanto quando questionado sobre a autoria dos crimes de assassinato e ocultação do cadáver, o réu negou a acusação, revelando ainda desconhecer quailquer o motivo particular pelo qual lhe foi atribuída a culpa pelo assassinato, bem como disse não saber a autoria do crime.
Na versão do ex-deputado, na noite da morte da estudante, ele(Aécio) se encontrava em companhia de sua mãe, na residência da mesma e só tomou conhecimento da morte da estudante – pela qual é acusado – quase 30 dias depois do fato, através da imprensa.
A condenação a pena de 16 anos revelou que o corpo de jurados não acatou a tese da defesa, sob a alegação de que a estudante morreu asfixiada vítima de uma overdose de cocaína e álcool e não através de enforcamento.
Na acusação funcionou o Promotor de Justiça Francisco Sarmento auxiliado pelos advogados Israel Guedes e Hugo Moreira, enquanto na defesa do réu o criminalista Boris Trindade, que anunciou vai pedir o anulamento do julgamento alegando que alguns jurados estariam impedidos de votar.
Nossa equipe de reportagem acompanhou os momentos finais do julgamento. Fiquem com as imagens.
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